Governador de Goiás defende experiência administrativa, minimiza dificuldade de vitória eleitoral e promete atuação independente fora da polarização
![]() |
| Instagram/@ronaldocaiado |
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), oficializou nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência da República e aproveitou a ocasião para fazer críticas a possíveis adversários. Durante coletiva de imprensa realizada na sede nacional do partido, em São Paulo, ele afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não possui experiência suficiente para governar o país e declarou que derrotar o PT em uma eleição “não é o maior desafio”.
Segundo Caiado, a principal dificuldade está na condução do governo após a vitória nas urnas. “Ganhar eleição não é o problema. O desafio é governar com responsabilidade para que o país não volte a enfrentar os mesmos cenários”, afirmou, ao defender que a experiência política e administrativa é essencial para liderar o Executivo federal.
Sem citar apenas nomes, o governador fez referência direta à trajetória de Flávio Bolsonaro, destacando a necessidade de vivência no diálogo com instituições como Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e governos estaduais. Para ele, a falta desse histórico pode comprometer a estabilidade política. “Não se aprende a governar apenas ocupando o cargo. É preciso ter preparo e equilíbrio”, disse.
A escolha de Caiado como pré-candidato ocorreu após articulação interna no PSD. Ele acabou sendo confirmado como nome do partido depois da desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, e de superar a disputa interna com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
As declarações do goiano também vieram em resposta ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que sugeriu a união de candidaturas de direita já no primeiro turno em torno de Flávio Bolsonaro. Caiado rejeitou a ideia e afirmou que manterá seu projeto político. “Esse tipo de imposição não cabe mais. A política precisa ser construída com diálogo”, afirmou.
Ao se posicionar no cenário eleitoral, o governador evitou se enquadrar como representante de uma “terceira via” e preferiu se definir como uma alternativa independente à atual polarização entre PT e bolsonarismo. Ele defendeu que o eleitor busca competência e resultados, comparando a escolha política à decisão por um profissional qualificado em áreas técnicas.
Como uma de suas propostas, Caiado também mencionou a intenção de conceder anistia ampla a envolvidos em atos relacionados à tentativa de ruptura institucional, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, como forma de reduzir tensões políticas no país.
A pré-candidatura do governador insere mais um nome na disputa presidencial e sinaliza a tentativa de reconfiguração do cenário político nacional fora dos polos tradicionais.
Da redação Estrutural On-line

Nenhum comentário
Agradecemos pelo comentário.