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Sobe para 30 o número de mortos na Zona da Mata mineira após temporal

Estado segue em alerta máximo


Divulgação / CBMG-MG

As chuvas intensas que castigam a Zona da Mata de Minas Gerais já provocaram ao menos 30 mortes nos municípios de Juiz de Fora e Ubá. O cenário segue crítico, com dezenas de desaparecidos e centenas de pessoas resgatadas nas últimas horas. A previsão meteorológica indica que novos temporais podem atingir a região nos próximos dias.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 208 pessoas foram retiradas com vida de áreas de risco. Ainda há registros de desaparecimentos, e equipes trabalham de forma ininterrupta nas buscas, inclusive com apoio de cães farejadores em pontos onde há suspeita de soterramentos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso classificando a situação como de “grande perigo” em diversas regiões mineiras, incluindo a Zona da Mata, o Vale do Rio Doce e o Sul e Sudoeste do estado. O alerta prevê possibilidade de acumulados superiores a 100 milímetros por dia até sexta-feira (27), aumentando o risco de deslizamentos, enchentes e transbordamento de rios.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também reforçou a preocupação com enxurradas e alagamentos, especialmente em Juiz de Fora e na capital, Belo Horizonte.

Em Juiz de Fora, onde o volume de chuva já superou em muito a média histórica para fevereiro, a prefeitura decretou estado de calamidade pública por 180 dias. A medida facilita o acesso a recursos estaduais e federais para enfrentamento da crise. A cidade contabiliza bairros devastados por deslizamentos, vias interditadas e imóveis destruídos. Centenas de moradores precisaram deixar suas casas.

Ubá também enfrenta graves consequências. Entre as vítimas confirmadas no município está um homem que morreu após sofrer descarga elétrica ao passar por uma área alagada com fiação exposta. A força da água arrastou veículos e invadiu residências.

Cidades vizinhas, como Matias Barbosa, também decretaram calamidade pública diante dos estragos.

As autoridades pedem que a população evite deslocamentos desnecessários e acione a Defesa Civil pelo telefone 199 em caso de emergência. Enquanto isso, o trabalho de resgate e assistência humanitária continua, em meio ao temor de que novas chuvas agravem ainda mais a situação já considerada uma das mais severas da história recente da região.

Da redação Estrutural On-line

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