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RJ: Policiais são exonerados após denúncia de Gabriel Monteiro

Corregedoria da corporação instaurou Inquérito Policial Militar para investigar conduta dos militares Por meio de nota à imprensa, divulgada...

Corregedoria da corporação instaurou Inquérito Policial Militar para investigar conduta dos militares



Por meio de nota à imprensa, divulgada nesta quinta-feira (10), o governo do Rio de Janeiro comunicou a exoneração de dois policiais militares. Segundo o texto, os agentes foram desligados após uma denúncia feita pelo vereador Gabriel Monteiro.

– Os policiais militares major Djalma dos Santos Araújo e soldado Jonatas Olímpio Norberto, ambos lotados na Operação Lei Seca, e o tenente Renan Bastos de Brito, da Operação Segurança Presente, que estavam cedidos à Secretaria de Estado de Governo, foram exonerados pela pasta após denúncia realizada pelo vereador Gabriel Monteiro – informou o governo.

Ainda conforme a nota, um inquérito foi aberto para investigar a conduta dos militares.

– Os policiais foram devolvidos à Secretaria de Estado de Polícia Militar e a corregedoria interna da corporação instaurou Inquérito Policial Militar para investigar a conduta dos militares.

Segundo o jornal Extra, os policiais estiveram na companhia do empresário Jailson dos Santos Salazar, dono da J.S. Salazar, quando foram à casa de Gabriel Monteiro, onde teria ocorrido uma tentativa de suborno para que o vereador não apresentasse denúncias contra Salazar.

ENTENDA O CASO

O vereador Gabriel Monteiro (PSD-RJ) conseguiu flagrar em vídeo uma suposta tentativa de suborno por parte de uma empresa de reboques contratada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. A denúncia do vereador resultou na rescisão do contrato da prefeitura com a empresa JS Salazar e na prisão de Jailson dos Santos Salazar, dono da empresa.

Segundo Gabriel, Jailson foi até sua casa, na noite desta terça-feira (8), acompanhado de dois policiais militares de folga, Renan Bastos de Brito e Djalma dos Santos Araújo. Eles tentaram oferecer uma quantia em troca do fim das vistorias que o vereador vem fazendo em pátios e depósitos de carros apreendidos.

Gabriel, que estava acompanhado de sua equipe de segurança, registrou o encontro. De acordo com o vereador, Jailson teria oferecido uma mensalidade de R$ 200 mil para que o parlamentar fizesse vista grossa para as irregularidades. Em uma das fiscalizações, Gabriel encontrou carros apreendidos com peças faltando.

– A primeira negociação foi no pátio. Depois aqui em casa eles vieram com a proposta pronta. Eu achei que fossem me oferecer R$ 20 ou R$ 30 mil para eu não publicar o vídeo que eu tinha feito no pátio da prefeitura. Mas aí ele falou que seria uma mensalidade de R$ 200 mil por mês para eu ser parceiro deles – contou Gabriel ao g1.

Ainda de acordo com o vereador, ele levou o caso à polícia assim que foi confrontado com a proposta. Tanto Gabriel quanto os envolvidos foram para a Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca (16º DP).

– Qualquer pessoa pode discordar do meu trabalho, mas eu sou honesto e não posso violar meus princípios. Não aceitei e dei voz de prisão para todo mundo – completou o vereador.

Após deixar a delegacia, Gabriel afirmou que ainda haverá desdobramentos sobre o esquema de corrupção.

– Tô a madrugada toda trabalhando aqui na delegacia. O 01 tá preso. Acabo de prender o sócio da empresa que administra os pátios. Ele tentou me corromper com R$ 200 mil. Ele está aqui na delegacia preso. Oficiais da Polícia Militar estão envolvidos e com certeza muita coisa e muita gente grande vai se complicar. Eu falei que não teria medo e que combateria – afirmou.

MANIFESTAÇÃO DE EDUARDO PAES

Gabriel relatou que, logo após o vídeo, o prefeito Eduardo Paes mandou uma mensagem para ele avisando que iria romper o contrato com a JS Salazar.

O deputado Dionísio Lins (Progressistas), presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), declarou que irá propor ao Ministério Público que faça uma investigação sobre o contrato da empresa JS Salazar com a prefeitura.

– É grande o número de reclamações que a comissão recebe sobre o assunto. Não bastasse a indústria das multas que assombra milhares de motoristas, agora chegou a vez da farra dos reboques. Temos relatos de motoristas que foram retirar seus veículos no pátio de São Cristóvão com toda a documentação expedida pelo Detran, e simplesmente foram informados que no local o Detran não tem ingerência alguma, ali só a prefeitura e a JS Salazar – disse Dionísio Lins.

Pleno.News

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