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CONVERSA FIADA | Petrobras explica por que não reduz preços dos combustíveis

Em nota, empresa disse ter "sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade" e afirmou que monitora os preços no exterio...

Em nota, empresa disse ter "sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade" e afirmou que monitora os preços no exterior



Após a alta no preço dos combustíveis na semana passada, a Petrobras passou a ser alvo de críticas de políticos e de outros setores da sociedade por causa de sua política de preços. Nesta sexta-feira (18), a empresa divulgou uma nota à imprensa falando sobre o reajuste e explicando o motivo de ainda não ter reduzido os preços mesmo após a queda no barril de petróleo nos mercados internacionais.

De acordo com a Petrobras, o mundo vive um clima de incertezas, “com aumento na demanda por combustíveis, num momento em que os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia impactam a oferta”. Por isso, continuou, é necessário “que os preços no Brasil permaneçam alinhados ao mercado global, para assegurar a normalidade do abastecimento e mitigar riscos de falta de produto”.

Sobre a queda do valor do petróleo no exterior, a empresa disse ter “sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e mantém monitoramento diário do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade, não podendo antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços”.

O reajuste dos combustíveis da Petrobras foi anunciado no dia 10 de março, após 152 dias sem um aumento, de acordo com a empresa. No total, a gasolina teve alta de 18,7%; o diesel de 24,9%; e o gás de cozinha de 16%. Segundo a Petrobras, o movimento “vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda”.

Após o aumento, o presidente Jair Bolsonaro se tornou um dos maiores críticos à decisão da empresa. Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também já cobraram uma redução no valor dos combustíveis.

Apesar disso, a Petrobras disse que “segue todos os ritos de governança e busca um equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo que evita repassar para os preços internos as volatilidades das cotações internacionais e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”.

Leia a nota completa:

Nos últimos meses, o mercado internacional de petróleo vem enfrentando elevada volatilidade, tendo a COVID-19, seus impactos e incertezas, como pano de fundo. Mais recentemente, as tensões geopolíticas na Europa adicionaram mais uma componente de volatilidade, tendo culminado com a invasão da Ucrânia pela Rússia no dia 24 de fevereiro.

Em um primeiro momento, apesar da disparada dos preços internacionais, nós da Petrobras, ao avaliarmos a conjuntura de mercado e preços conforme governança estabelecida, decidimos não repassar de imediato a volatilidade, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo. Somente no dia 11 de março, após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, implementamos ajustes nos preços de venda às distribuidoras de gasolina, diesel e GLP.

Os valores aplicados naquele momento, apesar de relevantes, refletiam somente parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, que foram fortemente impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia.

Esse movimento da companhia foi no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que, antes da Petrobras, já haviam promovido ajustes nos seus preços de venda, e necessário para que o mercado brasileiro continuasse sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras.

Seguimos todos os ritos de governança e buscamos um equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo que evitamos repassar para os preços internos as volatilidades das cotações internacionais e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais.

Esse posicionamento permitiu que os preços nas nossas refinarias tenham permanecido estáveis por 152 dias para o GLP, e 57 dias para a gasolina e o diesel, mesmo nesse quadro de ascensão do preço internacional.

Nos últimos dias, observamos redução dos níveis de preços internacionais de derivados, seguida de forte aumento no dia de ontem. Nossa Companhia tem sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e mantém monitoramento diário do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade, não podendo antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços.

Seguimos em ambiente de muita incerteza, com aumento na demanda por combustíveis no mundo, num momento em que os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia impactam a oferta, gerando uma competição no mundo pelo fornecimento de produtos, o que reforça a importância de que os preços no Brasil permaneçam alinhados ao mercado global para assegurar a normalidade do abastecimento e mitigar riscos de falta de produto.

Por Henrique Gimenes - Pleno News

Um comentário

  1. Empresa já devia ter sido privatizada. Lucro de 135 bilhões pra acionistas as custas dos pobres do usuários. Demite conselho, presidente e privatiza essa porcaria. Uma vergonha nacional

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