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Avião decola em sentido errado e invade área de segurança da pista

Relatório final aponta desatenção do comandante, copiloto e controlador de tráfego em incidente considerado grave. Ninguém ficou ferido A Au...

Relatório final aponta desatenção do comandante, copiloto e controlador de tráfego em incidente considerado grave. Ninguém ficou ferido



A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos (GCAA) divulga esta semana o relatório de um incidente grave ocorrido na terceira cidade mais populosa do país. 

O Airbus A320-200 da Air Arabia, de matrícula A6-ANV cumpriria o voo G9-111 de Sharjah, nos Emirados, para Salalah, em Omã, com 42 passageiros e 6 tripulantes.

A aeronave era pilotada de fato pelo primeiro oficial (copiloto) enquanto o comandante exercia o papel de piloto em monitoramento.

O jato estava taxiando para decolar da pista 30 de Sharjah.

O incidente começou quando o avião passou por uma interseção saindo da pista de táxi B14 e virou em direção à pista 12, oposta à direção pretendida.

O erro não foi percebido. Nem pelo primeiro oficial, nem pelo comandante, e muito menos pelo controlador.

O correto seria o jato seguir rumo à pista 30, onde ele teria uma distância de 3.010 metros (9.900 pés) para decolar. E não os 1150 metros (3760 pés) da pista 12, já incluído aí o escape da área de segurança, que os aviões não devem utilizar em situações de normalidade.


Mesmo com pouca pista, o A320 iniciou a corrida para decolagem. 

O relatório informa que somente durante a corrida da aeronave na pista é que o comandante

Segundo informa a Flight Global, o controlador entrou em contato com a tripulação, após perceberem que o A320 estava rodando na pista errada, mas não teria havido resposta.

Esta versão, no entanto, não aparece no relatório final do GCAA, divulgado pelo Aviation Herald.

De acordo com o documento, somente após a decolagem é que o Controle de Tráfego Aéreo (ATC) realizou o contato para informar a tripulação sobre o pista errada.

O fato é que no meio da corrida da aeronave, o comandante percebeu a direção errada tomada pelo primeiro oficial e arriscou decolar mesmo assim.

O jato invadiu a área de segurança da pista e pneus do trem de pouso chegaram a atingir uma luz de sinalização da cabeceira.

No documento divulgado, o Setor de Investigação de Acidentes Aéreos dos Emirados Árabes Unidos (AAIS) determinou que a causa da confusão foi o copiloto direcionando a aeronave para a pista errada durante uma decolagem rolante.

A entrada na pista errada deveu-se à consciência da situação degradada da direção da aeronave por ambos os tripulantes de voo devido à falta de vigilância visual periférica externa para a confirmação da pista.

Um fator que contribuiu para o incidente - de acordo com o órgão de investigação - foi que o controlador de tráfego aéreo não monitorou o movimento da aeronave após a liberação da decolagem.

O GCAA informou que o primeiro oficial em treinamento, com 159 horas de voo no A320,  ocupando o assento da direita era piloto em voo. O comandante, com 22.184 horas de voo, estava no assento do lado esquerdo em função de monitoramento. 

O GCAA resumiu a sequência de eventos: O

Em vez de dirigir a aeronave para a esquerda seguindo as linhas de entrada da pista 30 da interseção Bravo 14, o Copiloto dirigiu a aeronave à direita para a pista 12. Quando a aeronave acelerou a 57 nós, o Comandante percebeu que a aeronave estava na pista errada e imediatamente assumiu o controle. Sua decisão de continuar a decolagem foi baseada em sua percepção de que não havia pista disponível suficiente para rejeitar a decolagem. O Comandante avançou as alavancas de empuxo na posição 'TOGA' e nove segundos depois, alterou a configuração do flap da aeronave de 1+F para a posição do flap 2. A aeronave decolou 20 a 40 metros além do final da pista 12.

O controlador da torre não detectou que a aeronave havia virado para a pista 12 e só percebeu quando a aeronave estava cerca de oito segundos antes da decolagem.

O fabricante constatou que no instante em que o comandante percebeu a direção equivocada, havia tempo para a rejeição segura da decolagem.

O Comandante entregou os controles ao copiloto e o voo continuou seguiu em segurança.

POR LUIZ FARA MONTEIRO | Do R7

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