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Afeganistão: três são assassinados por causa de música em casamento

Autores dos disparos se identificaram como membros do Talibã, mas grupo extremista não confirma relação e condena crime Homens armados que d...

Autores dos disparos se identificaram como membros do Talibã, mas grupo extremista não confirma relação e condena crime



Homens armados que disseram ser membros do Talibã mataram a tiros três convidados de um casamento por tocarem música, informou neste sábado (30) o governo talibã, que condenou a ação.

O porta-voz do Executivo afegão, Zabihullah Mujahid, disse que dois dos três agressores foram presos e garantiu que não estavam agindo em nome do movimento islâmico e nacionalista, que voltou ao poder em meados de agosto.

"Ontem à noite, no casamento de Haji Malang Jan, na cidade de Shamspur Mar Ghundi, em Nangarhar, três pessoas que se apresentaram como talibãs entraram na cerimônia e pediram para parar a música", explicou o porta-voz. "Depois de uma série de disparos, pelo menos três pessoas morreram e várias ficaram feridas”, acrescentou.

“Dois suspeitos foram presos pelos talibãs e o terceiro, que conseguiu escapar, ainda está sendo procurado”, afirmou o porta-voz. De acordo com ele, os agressores “usaram o nome do emirado islâmico para prestar contas pessoais e agora devem enfrentar o peso da lei da charia".

Qazi Mullah Adel, porta-voz da província de Nangarhar, confirmou o incidente sem dar mais detalhes.

"Os jovens tocavam música em uma sala separada, três talibãs vieram e atiraram neles. Os dois feridos estão em estado grave", relatou uma testemunha.

A música secular foi proibida pelo Talibã durante seu regime anterior (1996-2001). Embora o novo governo islâmico ainda não tenha legislado sobre o tema, ainda considera que ouvir música não religiosa é contrário a sua visão da lei islâmica.

Em entrevista coletiva anterior, o porta-voz do governo disse que os talibãs se opõem a tais atos. “Se alguém decide matar uma pessoa, mesmo que seja um de nossos homens, está cometendo um crime e vamos levá-lo aos tribunais”, declarou.

Por AFP

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