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Âncora da BBC recebe ligação ao vivo de terrorista do Talibã durante apresentação de telejornal

Jornalista precisou improvisar uma entrevista para falar sobre os rumos do Afeganistão sob o domínio do grupo extremista A jornalista e ânco...

Jornalista precisou improvisar uma entrevista para falar sobre os rumos do Afeganistão sob o domínio do grupo extremista


A jornalista e âncora do canal de televisão da BBC viveu uma situação inesperada quando recebeu a ligação de um integrante do Talibã, durante a apresentação de um telejornal.
 
É verdade que a BBC já negociava com o grupo extremista uma entrevista para saber quais seriam os rumos do Afeganistão a partir de agora com o controle do Talibã. O que Yalda Hakim, que também é afegã, mas que deixou o país ainda criança para morar na Austrália, não esperava receber uma ligação, no seu celular pessoal, no meio do programa.
 
“Ok, acabamos de falar com você. Então vamos ver se podemos colocá-lo no viva-voz. Nossos espectadores podem ouvir esta conversa? Você pode falar, senhor? Pode apenas se apresentar?”, improvisou Yalda, enquanto ajustava os equipamentos do estúdio para captar o áudio da entrevista.
 
Procurando passar um clima de paz e tranquilidade, o terrorista identificado como Suhail Shaheen tentou apaziguar os ânimos da população.
 
“Nossa liderança instruiu nossas forças a permanecer no portão de Cabul, não a entrar na cidade. Estamos aguardando uma transferência pacífica de poder”, afirmou o integrante do Talibã.
 
O fato teria ocorrido no último domingo (25), momentos antes do presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, fugir às pressas do país com a invasão dos membros da organização extremista à capital, Cabul.
 
Questionado sobre os episódios de violência registrados no território afegão, Shaheen justificou que os membros que praticam “atrocidades” no país serão punidos quando os novos tribunais e leis forem instituídos pelo grupo extremista.
 
A jornalista tirou o terrorista da sua zona de conforto e derrubou o discurso de uma aparente paz, quando perguntou  se as punições incluiriam espancamentos públicos ou execuções. Nervoso e sem demonstrar muita confiança, Shaheen disse que isso dependeria da decisão dos tribunais, após o Talibã tomar o poder à força.
 
O terrorista informou que as mulheres poderão frequentar as escolas, mas saiu pela tangente ao falar sobre a possibilidade delas  nos tribunais e instituições legislativas.
 
“ Não há vingança para todos aqueles que estão trabalhando com a administração de Cabul ou com as forças estrangeiras. Queremos que todas as embaixadas continuem seu trabalho. Não haverá risco para os diplomatas e nem para ninguém”, ressaltou Shaheen, que fez um pedido para que as pessoas parem de fugir do Afeganistão.
 
Mesmo tentando passar uma imagem pacificadora, o rastro de sangue e violência acompanha o grupo terrorista Talibã. Sobre as denúncias de perseguição a cristãos, estupro de mulheres, execuções e espancamentos, o terrorista classificou esses relatos como inverídicos.

Da redação Estrutural On-line

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